Surdocegueira, segundo Serpa (2002),
é quando um indivíduo tem dificuldades visuais e auditivas, independente da sua
quantidade, sendo que essa duplicidade na perda sensorial lhe cause problemas
de aprendizagem. Comportamental e que também afete suas possibilidades no campo
do trabalho.
Essa deficiência faz com que a
pessoa necessite de métodos especiais de comunicação para que possa exercer
suas funções da vida cotidiana. Suas limitações são caracterizadas por sérios
problemas relacionados com a comunicação e orientação com o meio e relacionado
à obtenção de informação. Pode ser congênita ou adquirida e o tato, para esses
indivíduos é o principal meio de
comunicação.
Deficiência múltipla, de acordo com
o MEC- 2006, caracteriza o conjunto de duas ou mais deficiências associadas,
sendo essas física, sensorial, intelectual, emocional ou comportamental. Porém
não é um somatório que a caracteriza, mas sim o nível de desenvolvimento, as
possibilidades funcionais de comunicação, interação social e aprendizagem.
Pode, assim como a surdocegueira, ser congênita ou adquirida.
Tanto para a surdocegueira como para
a deficiência múltipla, a comunicação é o aspecto mais importante num programa
educacional pois é o ponto de partida para a aprendizagem. Também são
necessidades básicas para ambas as deficiências segundo Bosco(2010) o
favorecimento do esquema corporal para que o indivíduo se auto perceba e
perceba o mundo exterior, através da sua verticalidade, equilíbrio postural,
articulação e harmonização dos seus movimentos, autonomia nos deslocamentos e
movimentos, aperfeiçoamento das coordenações viso motoras, motora global e fina
e o deslocamento da força muscular.
No tocante a comunicação, para que
essa aconteça de fato, faz-se necessárioa organização do trabalho através de
rotinas claras e a escolha adequada da forma de comunicação com atividades que
garantam o aproveitamento de todos os sentidos e que proporcionem aprendizagens
significativas visando a máxima autonomia possível. Nesse sentido, é importante
que seja avaliado anteriormente, o estágio de comunicação que a pessoa se
encontra e ainda de acordo com Bosco(2010), que seja disponibilizado recursos que
favoreçam a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, verbal ou
em outros, como por exemplo o gestual, através de constantes interações com o
meio ambiente.
Por conta de tudo isso, a abordagem
educacional deve contemplar estratégias na qual a comunicação seja prioridade,
considerando os estágios de comunicação e as habilidades motoras.
Referência Bibliográfica:
BOSCO,
Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea
UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).
IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência
Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.
SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução
do livro Comunicacion para Persona
Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.